Sedã compacto produzido em Betim/MG chegou à Europa e toda América do Sul ao longo de dez anos. Por Marcos Camargo Jr.

A Fiat vivia um importante momento de renovação na metade dos anos 1980. Estava deixando de lado o Fiat 147 (que sairia de linha em 1986) e diversificava o Uno, carro de conceito muito moderno para a época. Em 1985 a marca de Betim anunciava um sedã interessante que repetia a fórmula do bom espaço interno do Uno, o sedã Premio.

Ele repetia o desenho de linhas retas do hatch e tinha espaço interno impressionante acima da concorrência como o Volkswagen Voyage, Ford Corcel e Chevrolet Chevette. O porta-malas de 530 litros também era o maior da categoria.

Uma das inovações era o computador de bordo que parecia um item de carro do futuro para aquela época. Ele marcava consumo médio e instantâneo, hora, cronometro, distancia percorrida entre outros itens com auxílio de um display digital no lado direito do painel.

Naquele ano de 1985 o prêmio trazia um inédito morto 1.5 Sevel, com 71,4 cv de potência e torque de 12,3 kgfm (etanol), alcançando o mesmo desempenho do Uno Sx, mesmo sendo o sedã 13 kg mais pesado. Meses depois entrava no portfolio a versão S, mais simples, com motor 1.3 de 58,7 cv e câmbio de quatro ou cinco marchas.

Dois anos depois chegava a versão CSL que além do computador de bordo tinha visual bem diferente sugerindo um carro de segmento superior. O motor 1.5 foi recalibrado para render até 82cv o que deu maior agilidade ao Fiat Prêmio.

Desenvolvido no Brasil, o Fiat Prêmio seguiu o caminho do Fiat 147 no início dos anos 1980 e foi comercializado em países da América Latina e Europa com o nome Duna. Na Argentina foi líder do segmento à frente do Voyage, comercializado com o nome de Gacel. Sucesso por onde passou, o sedã chegou a ser um dos veículos mais vendidos na terra natal da Fiat, a Itália.

Ele ainda fazia muito sucesso quando deixou de ser comercializado em 1995 abrindo espaço para a chegada do Palio e do seu três volumes, denominado Siena.