Sabemos que exibir um carro antigo em qualquer evento, seja no Auto Show Collection, seja em concursos e outros encontros é uma satisfação para o dono e enche os olhos do público. No entanto, há muito trabalho duro por trás de uma restauração automotiva. Geralmente é difícil (ou caro, ou as duas coisas) encontrar peças, acabamentos, detalhes que eram produzidos na época mas que hoje quase não se encontra.

Na hora de deixar o carro em um funileiro ou restaurador, seja um trabalho completo, seja apenas uma pintura ou conserto, algumas dicas podem ajudar o colecionador ou aspirante e reconhecer se aquele local fará um bom trabalho. Assim, a oficina A.M.Marcelo, especializada em restauração e mecânica de carros premium, divulga um passo a passo para ajudar o colecionador a reconhecer boas práticas antes de iniciar o trabalho.

Passo a passo da restauração

Referências: tudo em prol da originalidade, um clássico precisa ter informações precisas quanto às cores, padronagens, encaixes e acabamentos para reproduzir exatamente o modelo quando era zero quilômetro em sua versão exata. “Para isso vale recorrer aos catálogos de época, referências da montadora e fotos que ajudarão a balizar o trabalho que será feito na restauração”, explicou Veludo.

Remoção da pintura: mais do que tirar a tinta ou fazer uma decupagem. Remover a pintura é ser capaz de retirar todas as camadas que recobrem a carroceria é o ideal. Para isso, a A.M. Marcelo recomenda sempre o jateamento, um processo que leva de dois a três dias seguido por uma análise da superfície.  “O carro pode ser inúmeras camadas e tinta de restaurações anteriores e o ideal é remover tudo para um trabalho de alta qualidade”, completou o gerente.

Funilaria: bastante difundida, a funilaria reproduz e conserta peças metálicas que se deterioraram ou ficaram corroídas. É bem diferente restaurar do que simplesmente trocar a peça de carroceria. Vale dizer que usar apenas massa não resolve o problema, apenas adia um processo que pode ser bem feito desde o começo. “Esse trabalho requer uma excelente mão de obra, que vai cortar, unir e igualar as chapas antes da preparação, por isso a etapa anterior do jateamento é tão importante”, lembrou Veludo.

A cor exata: mais do que o código, a cor exata de um carro antigo requer uma análise atenta. Além do número, fazer a pintura em partes pequenas e analisar tudo usando um colorímetro, que utiliza feixes de luz para detectar a cor exata, é o ideal.

Desmontagem e separação: O carro restaurado deve ser inteiramente desmontado e todas as peças separadas e etiquetadas. “Parece mera organização, mas muitas oficinas não fazem essa separação, conservação e até a limpeza de peças que serão remontadas depois, o que também é uma boa prática quando se trata de restaurar um carro”, disse o gerente da A.M. Marcelo.

Pintura em cabine: também é uma prática difundida no mercado mas uma pintura feita em estufa devidamente isolada e iluminada faz toda a diferença. O colecionador deve ter acesso ao espaço para conferir se há o devido isolamento, o que garantirá uma cobertura uniforme, brilho e qualidade à pintura.

Impressoras 3D: elas estão em alta quando se trata especialmente de produtos com base plástica como encaixes ou moldes, e que podem ser perfeitamente reproduzidos em impressoras 3D.

Padronagem antiga: o carro devidamente restaurado reproduz exatamente o que era aplicado à época de sua produção. Uma boa oficina terá cuidado ao restaurar um painel danificado por exemplo, usando o tom de iluminação adequado e “amarelado” nos carros antigos, a costura dos bancos e até mesmo o tom preciso usado no estofamento. “Há casos em que tons de branco, azul, verde e vermelho precisam ser adquiridos fora do país, importados e devidamente aplicados aqui para reproduzir a originalidade”, salientou Veludo.

Montagem: assim como a desmontagem, a montagem de acabamentos, estofamento, itens mecânicos e cromados será cuidadosa até mesmo na forma de aplicação das peças. “Sobreposição de peças, encaixes, materiais usados como forração, espessura e tipo dos fios elétricos, tudo deve ser correspondente ao usado na época em que o carro era produzido”, disse o especialista da A.M. Marcelo.

Conservação: essa etapa é feita fora da oficina, e depende do colecionador. Manter o carro em uma garagem arejada mas livre de sujidades e umidade ajudam a manter o carro bem conservado. “É essencial além do funcionamento constante do automóvel, a limpeza correta para conservar a pintura e manter o veículo longe da umidade e do excesso de luz solar”, finalizou Veludo.

com informações da A.M.Marcelo.