A marca GM é uma das mais longevas em mundo e produziu ícones da indústria automotiva como o Bel Air, o Cadillac Eldorado, o Impala e para nós o Chevrolet Opala. Pouca gente conhece a história anterior a todos esses lançamentos que já foram “a última palavra em tecnologia”.

Tudo começou em 26 de janeiro de 1925, na Avenida Presidente Wilson, 201 no bairro do Ipiranga, São Paulo, quando foi registrada a Companhia Geral de Motores do Brasil. Neste mesmo mês deu início a primeira linha de montagem da montadora no país, história que já era sucesso em sua terra natal, os Estados Unidos desde 1909.

Fábrica da GM no Ipiranga

 

A GM trazia para cá pequenos caminhões desmontados, transformando o galpão do Ipiranga em um local de montagem. Na ocasião desembarcavam por aqui apenas caminhões. A produção inicial era de 25 unidades por dia. Em 1926, a marca elevou-se para 40 unidades diárias e, em 1927, para 150 por dia. Com a industrialização do Brasil a marca crescia rápido por aqui.

Fábrica de São Caetano do Sul

 

A construção da primeira fábrica de fato se deu dois anos mais tarde, em São Caetano do Sul, na região do ABC, na grande São Paulo onde curiosamente a empresa está até hoje; além de uma fábrica em São José dos Campos no interior paulista e em Gravataí, região da grande Porto Alegre.

Com a crise da Bolsa dos EUA em 1929, todo esse progresso da marca parecia estar perdido, já que a base da GM nos EUA perdeu muito valor de mercado, o que colocou em xeque o futuro da empresa no mundo. As vendas despencaram e muitos empregados tiveram que ser dispensados em todo o mundo, inclusive no Brasil.

Montagem de automóveis e ônibus em São Caetano do Sul em 1948

 

Para salvar a GM do caos, o governo de São Paulo comprou todo o estoque de veículos da empresa. Assim, a montadora também realizava as manutenções nos carros da marca no próprio pátio onde foram montados, o que ajudou a GM no ganho de fôlego. Em 1932, a marca deu os primeiros passos em direção à nacionalização de seus modelos no país. Neste ano, a montadora produziu o primeiro ônibus com carroceria inteiramente fabricada no Brasil.

Passando a entender as demandas de mercado, a montadora começou a investir em ônibus e caminhões, além da produção de seus Oldsmobiles e Buicks, montados aqui no Brasil.

Linha de Pickups nacionais nos anos 1960

 

Foi em 1956 que a GM apresentou um plano mais ousado de nacionalização, propondo a fabricação de caminhões Chevrolet no país. Neste mesmo ano, começa a construção de uma fábrica de motores em São José dos Campos. A empresa passaria a integrar o Grupo Executivo da Indústria, o GEIA lançado pelo presidente Juscelino Kubitscheck que nacionalizou a produção de carros aqui.

Assim, a GM passa a operar com a Chevrolet construindo utilitários, mas tinha sonhos ainda mais altos.

Chevrolet Brasil: primeiro modelo 100% nacional

 

Com duas linhas de montagens instaladas no país, a GM passa a idealizar um veículo de passageiros a partir de 1966 e em 1968 foi apresentado ao público aquele que seria o campeão de vendas da marca, o Opala. Fruto de ousado projeto da Opel na Europa inspirado em carros americanos dos anos 1960, o Opala deu um novo patamar de vendas à Chevrolet.

Linha de montagem do Opala em 1975

 

Durante esses 94 anos a montadora produziu inúmeros modelos de sucesso, como por exemplo, Opala, Monza, Chevette, Vectra e recentemente o sucesso de vendas Onix.

Nos dias atuais, com mais de 90 anos no país e mais de meio milhão de veículos vendidos, ela se destaca com três Complexos Industriais em São Paulo e um no Rio Grande do Sul. Em Caetano do Sul (SP) também há um Centro Tecnológico pronto para o desenvolvimento completo de veículos.

Fábrica em plena II Guerra: 10 mil carros montados

O Auto Show Collection sempre presta sua homenagem aos clássicos chevrolet no sambódromo. No próximo dia 20 a Noite dos Clássicos Chevrolet receberá uma grande exposição de carros da marca e também uma festa em homenagem aos 40 anos da Stock Car.