A Chevrolet começou a revelar ontem à noite em um evento na Califórnia a oitava geração do superesportivo Corvette lançado comercialmente em 1953. O carro começou a ser desenvolvido em 2016, chega no início do próximo ano e terá versões com motor V8 6,2 litros de 495cv e também uma esperada versão de alta performance que terá entre 800cv e 1.000cv, mesmo propulsor do motor do Cadillac Blackwing V8 com duas turbinas e possivelmente sistema híbrido leve. Na oitava geração o Corvette terá apenas câmbio automático de dupla embreagem com oito velocidades e não mais a opção da transmissão manual.

A versão de entrada terá 495cv na Stingray. Neste caso o preço ficará um pouco abaixo dos US$ 60 mil dólares nos Estados Unidos, onde será produzido na fábrica de Bowling Green, Kentucky.

O que muda?

Além do visual destacado nas fotos a grande novidade do Corvette C8 é a adoção do motor central traseiro para se aproximar de uma dinâmica comparável a esportivos de alto nível como McLaren e Ferrari.

Fato é que apesar do nível europeu do carro, a GM terá alguma dificuldade de vendê-lo no Velho Continente uma vez que a Opel agora pertence ao grupo PSA.

Promessa é divida

No entanto, por hora a GM só confirma a versão de 495cv mas é certo que o motor traseiro será um divisor de águas na história do superesportivo.

Também será cumprida a promessa de 1964, quando o protótipo XP-819 Rear Engine Corvette foi apresentado. Na época, era muito “europeu” especialmente considerando a escola americana que vigorava como preferência do consumidor nos EUA.

O projeto foi desenhado por Zora Arkus-Duntov sob supervisão do renomado chefe de design Bill Mitchell. No entanto a concorrência interna foi vencida pelo projeto de Larry Shinoda, que prevaleceu para a segunda geração do Corvette. A GM resolveu não arriscar tanto pois soube do desenvolvimento do projeto do Mustang e acabou partindo para um segundo carro mais acessível, que viria a ser o Camaro. A ideia do carro com motor central traseiro só viria a se realizar seis décadas depois mostrando que o passado apontava para o futuro.