A Noite do Opala é o maior evento do Collection, afinal, foi uma das primeiras noites temáticas a serem realizadas, quando o evento começou há 17 anos. O Chevrolet que sempre foi popular entre os colecionadores, ganha cada vez mais espaço e no sambódromo do Anhembi esse fenômeno de público é repetido. Afinal de contas, a GM fabricou nada menos que 1 milhão de exemplares da linha Opala entre 1968 e 1992.

Sobre o palco, a Avant Premiére também foi o momento de maior sucesso logo após a mostra do Opala de corrida do piloto João Ometto Neto, que reuniu centenas de pessoas ao redor do carro para ver o motor seis cilindros com três carburadores e 400cv roncar alto. O evento que tem como clube anfitrião o Clube do Opala de São Paulo recebeu nada menos que 12 outras agremiações de colecionadores de Opala na noite gelada no Anhembi.

O carro coberto foi revelado logo a seguir: o Opala SS 1979 que foi mostrado no Salão do Automóvel, na época em que ainda era realizado no Pavilhão de Exposições do Anhembi. O carro tem uma história impressionante e alto nível de detalhes e de raridade para um Chevrolet Opala.

O carro pertence ao colecionador Claudio Gobbi, que adquiriu o veículo em 2017, mas que acompanhava o Opala SS ao longo dos últimos 20 anos. Mas a grande descoberta de que este exemplar é o próprio veículo mostrado no Salão daquela época foi de Marcelo Monteiro, da oficina Delinos e igualmente fã do clássico Chevrolet.

A história da máquina

O Opala SS branco 1979 foi fabricado em São Caetano do Sul e após a exibição foi enviado a uma concessionária da capital paulista e vendido para o seu primeiro dono. Algum tempo depois foi adquirido, ainda seminovo, por um médico no Rio Grande do Sul. Nos anos 1990 foi novamente vendido quando então foi criteriosamente restaurado seguindo os padrões originais. O carro então foi reconhecido por Claudio Gobbi pela qualidade: “o Opala sempre esteve ali no meu radar e após ter a certeza de que era o próprio Salão do Automóvel, fiz de tudo para comprá-lo, inclusive vendendo vários veículos da minha coleção para isso”, conta.

Marcelo Monteiro foi quem pesquisou o chassi do carro e cruzou os dados com os da Anfavea, que tem registro dos carros exibidos no Salão do Automóvel, tudo para ter certeza do histórico tão nobre do SS.

O carro em questão tem todos os itens opcionais disponíveis para o Opala SS na época. O motor seis cilindros 4,1 litros de 171cv, câmbio manual de quatro marchas e direção hidráulica além do visual com volante, retrovisores e itens específicos eram de série no SS. O carro do Salão conta com desembaçador traseiro, ar condicionado, rádio Motoradio com FM e outros itens que completam o pacote deste raríssimo Opala mostrado no nosso evento.