A meca dos fãs de carros antigos é a bela cidade de Águas de Lindoia que recebe, até o próximo domingo (23), a sexta edição do Encontro Brasileiro de Autos Antigos, evento conhecido como “Lindoia” e que reúne 1.200 veículos que devem atrair meio milhão de pessoas segundo os organizadores.

A beleza da exposição confronta, como sempre, com a estrutura limitada da cidade mas que vale a pena a visita. Com entrada gratuita, o encontro tem premiação dos melhores carros, área de compra e venda e um amplo e diversificado mercado de peças com todo tipo de quinquilharia, de chaveiros a motores completos com peças importadas dos Estados Unidos e kits prontos para montar um carro antigo.

Exposição de antigos

Este é o ponto alto do evento com um diversificado espaço para todo o tipo de veículo. Na entrada, caminhões e ônibus antigos como o Carbrasa restaurado pelo Colégio Dante Alighieri, veículos que serviram ao Corpo de Bombeiros nos Estados Unidos e logo em seguida, uma grande área de venda de carros clássicos.

Há espaço para nacionais como Fusca, Kombi, Brasília, TL e ali estão bons tesouros. Um deles é o DKW Candango 4 que tinha tração integral e motor dois tempos de 1000cc, o Willys Intelagos 1966 (último ano de produção), alguns exemplares da linha Miura e Puma, entre outros.

A linha Chrysler este ano estava melhor representada em qualidade. Havia um Dodge Coronet caracterizado como viatura. Tinha motor V8 6,2 litros de 325cv, ao lado de alguns exemplares dos desejados Challenger americanos e toda a linha nacional bem representada. Até um Charger 1978, mostrando que a crise dos combustíveis chegou à marca no final daquela década ceifando grandes automóveis.

Outros clubes estavam representando a linhagem nacional especialmente o Clube do Opala de SP e Clube do Opala do ABC com cerca de 50 exemplares do Chevrolet nacional. A expectativa é alta para a Noite do Opala no Auto Show Collection, programada para o dia 16 de julho no sambódromo do Anhembi.

Os hot rods também estavam bem representados e perto dali, sem preconceito, os super clássicos se destacaram. Havia espaço para o Cadillac 1927, Graham Paige, Packard e o Hupmobile R Touring de 1925. Perto dali modelos como o Nash Rambler Country Club de 1952 representava os últimos suspiros da marca que se fundiu à Hudson criando a American Motors Corporation (AMC).

Modelos à venda

Apesar dos preços inflacionados havia boas pechinchas para comprar um carro dentro e fora da área de exposição do evento. Antes da chegada à área de exposição, havia um Fusca dos anos 1960 a ser restaurado e oferecido por R$ 6,8 mil. Dentro do evento, um Fusca alemão totalmente restaurado e fabricado no início dos anos 1950 com as janelas “Split Window” era oferecido por R$ 240 mil. Em uma esquina, um Cadillac Eldorado 1959 tinha o mesmo preço. Modelos americanos da Chrysler eram oferecidos também por preços variados como o Toronado, o Plymouth Belvedere e o Chrysler Imperial, concorrente da Cadillac. Bem eclético, o espaço tinha até um Monza 1993 com apenas 16 mil quilômetros rodados por R$ 26 mil.

Para visitar

A dica final é reservar um dia todo, no mínimo, para visitar águas de Lindoia, que fica a 130km da capital mas que requer 200 km rodados pelas estradas Bandeirantes, Anhanguera e Adhemar de Barros com custo aproximado de R$ 80 em pedágios + combustível.

Há muitas opções de restaurantes desde sanduíches por (R$ 15), espetinhos (R$ 15) a pratos de massa e muitos restaurantes que ficam lotados por toda a cidade. Os estacionamentos cobram de R$ 30 a R$ 50 pela diária mas chegando cedo é possível parar o carro na rua em local mais distante e ir a pé até a praça central da cidade.