Após o anúncio de atualizações no Android Auto, foi a vez da Apple anunciar mudanças no sistema Carplay, que equipa boa parte das centrais multimídias que existem nos automóveis. A atualização do sistema chegará aos aparelhos no início do segundo semestre, quando será lançado também o iOS 13. O Apple Carplay ganhará nova interface, mostrando mais informações na tela principal, modo “claro” e “escuro”, botões de navegação e mais opções de uso mais simples.

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Outra novidade é que agora o iPhone não irá enviar automaticamente a imagem do celular para a central multimídia. A assistente Siri também recebeu mudanças e agora será possível dar comandos de voz para os aplicativos waze e Spotify. Para melhorar a interação com o usuário, a Apple deixará o sistema ter opção de uma “segunda tela”, para o caso do usuário preferir ter ao alcance mais simples as informações do automóvel como consumo, uso do sistema de tração entre outros dados mesmo quando o smartphone estiver pareado.

Por fim, a Apple confirmou que irá adicionar o modo “não perturbe”, fazendo com que não exiba nenhuma notificação de aplicativos na tela multimídia do automóvel. A empresa californiana também anunciou que terá em breve um concorrente para o Waze.

Você lembra quando o rádio chegou aos carros?

Tudo começou em 1929 com William Lear e Elmer Wavering. Na ocasião os dois jovens saíram com as namoradas e uma delas sugeriu que ouvir música no carro tornaria o passeio mais divertido. Com a difusão do rádio nas casas, por um lado, e o começo da popularização do automóvel, unir os dois mundos seria perfeito.

Elmer Wavering

William Lear 

Lear e Wavering sabiam como funcionava a montagem dos rádios, que ainda usavam válvulas e resolveram estruturar o que seria um sistema de som automotivo. Tudo começou com a desmontagem de um rádio doméstico para fazê-lo funcionar dentro de um carro. A tarefa não era fácil, pois os carros tinham interruptores de ignição, dínamo, velas de ignição e outros equipamentos elétricos que geravam interferência estática e ruído, tornando quase impossível escutar o rádio com o motor funcionando.

Persistentes os jovens resolveram todos os problemas que encontraram e levaram a invenção para uma convenção de rádio em Chicago. No local conheceram Paul Galvin, proprietário da empresa que viria a se chamar Motorola, mas na época tinha o nome de Galvin Manufacturing Corporation. Paul, fabricava o que se chamava de “eliminadores de bateria”. Este dispositivo permitia que rádios que funcionassem com corrente alternada residencial e sem interferência no sistema do carro.

Galvin, de cara comprou a ideia dos dois jovens e pensou que essa produção em massa poderia ser um bom negócio. O empreendedor levou os Lear e Wavering para um espaço em sua fábrica. Em pouco tempo os dois desenvolveram o aparelho e instalaram no carro de Galvin, um Studebaker.

Com isso, o empresário ficou ainda mais confiante no projeto e foi a um banco local solicitar um empréstimo. Para dar uma garantia, o empresário pediu para os jovens instalassem o aparelho no carro do banqueiro, um Packard. Pouco tempo depois a invenção foi levada a outra feira, onde os visitantes puderam ouvir a música que vinha do automóvel e ficaram impressionados.

Assim o primeiro modelo de rádio disponível em automóveis foi batizado simplesmente de 5T71.

Nessa época os principais fabricantes tinham como “regra” utilizar o sufixo “ola” no final de seus nomes, ou seja, Radiola, Columbiola e Victrola era uma prática comum. Seguindo o padrão, Galvin partiu para o mesmo esquema, como seu rádio era para ser usado num veículo a motor, resolveu chamá-lo de Motorola.

Foi em 1933 que os rádios chegaram aos carros, com a Ford. Com isolamento do sistema, os rádios deixaram de sofrer com a interferência do motor e o sistema acústico foi aprimorado para deixar a música e a voz mais envolvente ao longo dos anos 1940, especialmente após a II Guerra, quando os sistemas de transmissão evoluíram muito. De lá pra cá houve muita evolução, com a incorporação dos toca-fitas, em seguida o CD, pen-drives e agora as centrais multimídias. Aliás as telas centrais no automóvel não são coisa recente. No início dos anos 1960 a station wagon Ford Aurora, que ficou apenas no conceito, tinha um sistema de mapas para orientar o motorista.

Por Guilherme Magna