Ao completar dez anos de mercado no país o Honda City expressa o conservadorismo de uma marca que evita mudar muito seu sedã compacto. E isso é uma boa notícia. A má notícia é que este queridinho do mercado de seminovos ficou até R$ 800 mais caro e ainda deve o esperado controle de estabilidade.

A multimídia de sete polegadas com conexão Android Auto e Apple CarPlay que antes estava na versão mais cara, EXL, agora faz parte do pacote intermediário, o EX.

No restante, pontos positivos como espaço interno e confiança do motor 1.5 FlexOne de 116cv (etanol) com câmbio CVT continuam as mesmas. A boa ergonomia também. Mas fica aquém na ausência do controle de estabilidade que concorrentes ainda que tenha seis airbags na versão mais cara. Em um mundo de forte concorrência com VW Virtus, Fiat Cronos, Chevrolet Cobalt e Toyota Yaris, a vida do City até que segue tranquila fiel aos compradores da marca que apreciam seu bom valor de revenda e baixa manutenção.

O City parte de R$ 62,5 mil na versão DX com câmbio manual, passa a R$ 74,2 mil na versão LX que já passa a ter câmbio CVT, para R$ 79 mil na EX e R$ 84,5 mil na EXL. A versão Personal (PCD) não teve alterações: R$ 68,7 mil.

Dez anos aqui, 38 lá fora

O Honda City está no Brasil há dez anos. Por aqui conhecemos a quinta geração em 2009 e só um motor: 1.5 aspirado, que teve pequenas mudanças nesse intervalo. A sexta geração foi lançada em 2014 e segue até hoje.

No Japão o Honda City foi apresentado em 1981, com o design “TallBoy” (garoto alto) graças ao estilo espichado e compacto. Tinha motor 1,2 litro 16V aspirado e foi um sucesso imediato.

Em 1986 chegou a segunda geração e a opção de um motor 1,3 litro já com injeção eletrônica. O visual era menos arrojado e ainda vinha na configuração hatch bem ao estilo dos concorrentes quando passou a ser exportado.

Em 1996 chegou a terceira geração com a plataforma mais curta do Civic e a inédita configuração sedã, que conhecemos até hoje. A Honda mirava a novidade nos mercados emergentes e acertou em cheio. O City era produzido inicialmente em Ayuttaya, na Tailândia, e depois na Índia. Nessa época ganhava o motor 1.5 cuja evolução é fabricada até hoje.

Entre 2003 e 2008 as vendas City só cresceram e ele chegava a ser produzido em sete unidades da Honda, inclusive na China, graças a Joint-venture com a Guangqi Honda. Nessa época voltou ao Japão como Fit Aria, estreou o câmbio automático CVT e após a troca de geração se manteve como Everus S1 na China.

A partir de 2008 o novo City estrearia não só no Brasil, Tailândia, China e Índia mas também na Malásia, Paquistão, Filipinas e Argentina. Uma das curiosidades dessa geração é que na Ásia é oferecida a variante 1,3 litro, em países de percurso quase todo plano, enquanto na China há uma versão 1,8 litro e na América do Sul é vendido com o 1,5 litro.

Atualmente na sexta geração, o City também é conhecido como Ballade, Grace, Greiz e Gienia (fabricado pela Dongfeng Honda, também na China).

Muito bem aceito entre os usados, todas as versões do City tem a boa fama da marca. No site do Auto Show há centenas de ofertas do sedã compacto.

Por Marcos Camargo Jr