Essa semana os modelos Polo e Virtus bateram o número de 200 mil unidades fabricadas na planta da montadora em São Bernardo do Campo, no ABC paulista.

O modelo usado para comemorar o feito, foi o Polo Beats, uma edição especial da Volkswagen em parceria com a empresa norte-americana Beats. Os investimentos feitos pela marca até o momento para os dois modelos gira em torno de R$ 2,6 bilhões. A dupla foi lançada em setembro de 2017 e atualmente é exportada para toda América latina além de atender o mercado local.

Das 200 mil unidades fabricadas 131.400 são do hatch Polo e 68.600 do sedã Virtus.

“O Polo e o Virtus marcaram o início da maior ofensiva de produtos da marca no Brasil de todos os tempos e são símbolos da criação da Nova Volkswagen. O sucesso destes modelos em um curto período mostra que a empresa está pronta para atender as expectativas dos clientes. Dos 20 carros que planejamos até 2020, já lançamos 12, todos com ótimos resultados”, diz Pablo Di Si, Presidente e CEO da Volkswagen América Latina.

Atualmente os modelos são comercializados nas versões: 1.6 MSI, Comfortline 200TSI e Highline 200TSI.

Trajetória

Apesar de parecer recente, a história do Polo começa na década de 70, para ser mais exato em 1975, quando o modelo dividia a plataforma com o Audi A50. O modelo era um subcompacto com 3,50m de comprimento e 2,33m de entre-eixos. A versão de entrada era equipada com motor refrigerado a água e tinha apenas 40cv. A versão intermediária era equipada com motor 1.0 de 50cv. A versão esportiva só viria em 1979, na ocasião a versão lançada foi a GT, equipada com motor 1.3 de 60cv.

No Brasil, o modelo chegou a ser testado, mas a montadora viu que era necessário um outro carro e com motor refrigerado a ar, com isso nasceu o Gol. O posicionamento do Gol impediu o Polo de ser importado para cá, até sua terceira geração.

A segunda geração do Polo chegou na Europa em 1981. O modelo passou a ser fabricado na plataforma MK2, maior de comprimento, chegando à marca de 3,66m, mas o entre-eixos ainda era o mesmo 2,33m. Esse foi o primeiro modelo a ser oferecido com carroceria hatch e cupê.

Nessa geração também estava presente a versão GT G40 equipada com motor 1.3 de 115cv. Também foi na segunda geração que as motorizações a diesel entraram em cena.

Chegamos à geração que desembarcou no Brasil, a terceira. O Polo havia ganhado itens mais arredondados e visual mais sofisticado, o que o deixava em uma posição acima do Gol.

Foi a estreia da versão perua e da versão hatch de quatro portas. O modelo chegou a medir 3,71m de comprimento e 2,40m de entre-eixos. Haviam três configurações de motores 1.0 de 45cv e 1.2 de 55cv, ou então a versão 1.9 turbodiesel de 90cv.

Nessa geração também desembarcou por aqui o Polo Classic, lançado oficialmente 1997. O modelo era comercializado somente na configuração 1.8 de 90cv.

Mas a Volkswagen queria mais e em 1998, foi lançado o Polo GTI, que era equipado com motor 1.6 aspirado de 16V e 120cv.

Em 2003, o Polo chegava a sua quarta geração e passava a ter fabricação nacional. Construído sob a plataforma PQ26, o carro passou a medir 3,89m de comprimento e 2,46m de entre-eixos. A Volkswagen estreou a versão com motor 1.6 de 101cv, mas logo em seguida lançou uma versão mais econômica a 1.0 de 16V 79cv.

Nessa geração também estreou o motor 2.0 de 116cv, que por um bom tempo figurou entre as motorizações mais fortes do mercado brasileiro.

Em 2006 o carro passou por um facelift e teve mudanças bruscas na dianteira e traseira.

O Polo GTI chegou ao Brasil em 2007 e era comercializado com apenas uma carroceria de três portas e era equipado com o mesmo motor do Golf GTI: 1.8 20V de 150cv e 22,4kgfm de torque. No mercado de usados, este carro é valorizado até hoje, podendo custar mais de R$ 50 mil.

A quarta geração ficou no Brasil até 2015. Nessa ocasião, a montadora disse que modelo não seria mais fabricado por aqui. Na Europa a quinta geração já havia chegado em 2009.

O Brasil não recebeu a quinta geração do Polo, mas em 2017, a Volkswagen trouxe novamente o Hatch que já estava na sexta (e atual) geração.

 

Por Guilherme Magna