A chegada de uma nova geração do BMW Série 3 ao Brasil trará tecnologias inéditas para este sedã que é um sucesso de vendas há pouco mais de 40 anos. O Série 3 2019 inicialmente fabricado na Alemanha (será nacionalizado a partir de junho) traz tecnologias como inteligência artificial, farois a laser, controle de cruzeiro adaptativo com sensor de fluxo de tráfego, som Harman Kardon e sistema de monitoramento do motorista com câmeras em prol da segurança (é isso mesmo). Mantido o motor quatro cilindros 2.0, o turbocompressor está mais forte, e o sistema de válvulas variáveis Valvetronic agora resulta em 258cv e 40,8 kgfm de torque. Com tração traseira é claro. 

A conexão do futuro com a tradição é uma realidade no BMW Série 3. Inovador desde 1975, quando foi lançado, o carro era um passo à frente quando o assunto é dirigibilidade. Naquela época, a gama de motores ia do 1,6 litro de 90cv ao 2,0 de 129cv. Os seis-cilindros chegariam só dois anos depois. O destaque estava na suspensão equilibrada, direção precisa e eficiência do motor. Compacto e com tração traseira, estava à frente dos concorrentes e ia muito além dos modelos tradicionais das marcas Chevrolet, Ford e Chrysler dos EUA. Em tempos de gasolina mais cara, o BMW Série 3 mostrou que poderia ser divertido e eficiente. Havia esportividade na proposta mas o que conquistou mesmo os consumidores era o equilíbrio ao volante e sua leveza.

 

Anos 1980

Os anos 1980 modernizaram o Série 3 mantendo seu tamanho compacto, diferente de hoje, quando está mais para um modelo médio. Havia injeção eletrônica multiponto, catalisador e a versão Alpina B6 com motor 2.8 e freios com suspensão bem dimensionados para as pistas. Em varias competições a BMW divulgou versões especiais do seu sucesso de vendas.

Para 1982 o Série 3 (E30) ganhou uma segunda geração. Os motores melhoravam em todos os modelos e a suspensão era nova. Conduzir o BMW dessa geração é agradável pela leveza no câmbio, suspensão dinâmica e motor agradável mesmo nas versões mais simples 1,8 litros de 90cv. Na metade daquela década a família 3 ganharia versões conversíveis e sedã quatro portas. 

A versão 325iX não era um SUV, mas o belo sedã de tração integral que colocava até 63% da força nas rodas traseiras.  O motor tinha 168cv e freios ABS além de uma nova injeção eletronica Bosch.  

Em 1985 chegava o BMW 325 Motorsport ou simplesmente M3. Dez anos depois da Série 3, a lenda surgia em um passo definitivo rumo à esportividade. Motor 2.3 litros com duplo comando e 200cv e 24,5kgfm eram números invejáveis para a época.  

Anos 1990

Em 1990 chegaria uma nova geração, a E36. Os motores seis cilindros estavam cada vez melhores e a suspensão traseira independente era um diferencial no segmento.

A partir de 1998 a geração E46 fez as vendas dispararem de um patamar de 50 mil veículos em 1995 para 100 mil no ano 2000 nos EUA onde o carro fez muito sucesso. Nesta época além do design arrojado, a BMW introduzia sistema de navegação via satélite, luzes em LED e sistema de controle de válvulas Valvetronic nos últimos modelos. 

Em 2011 a sexta geração do BMW Série 3 marcou uma forte internacionalização de olho especialmente na China. Nas versões sedã, perua (Touring) e hatch de cinco portas (Gran Turismo) havia inclusive versão com entre-eixos alongado para atender o maior mercado automotivo do mundo. A partir de 2016 foram introduzidas versões com motor três cilindros e a inédita plug-in hybrid na 330e.

A atual geração (G20) foi apresentada na Europa em outubro do ano passado e logo depois no Salão do Automóvel de SP. As vendas no Brasil, portanto, chega quase que simultaneamente com o modelo europeu com data marcada para ser fabricado aqui.

 

Por Marcos Camargo